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o Homem Certo

Boas Pessoas

Fui ver a peça Boas Pessoas ao Teatro Aberto.

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As peças que passam naquele espaço surpreendem-me sempre. Tenho ideia que muitas passam despercebidas. E digo que são das melhores que vejo.

Não sabia do que se tratava, apenas sabia que a atriz principal era Maria João Abreu (MJA).

Quando me sentei na sala o pano estava aberto, e via-se o cenário simples e surpreendente, como de costume, eram vários quadrados com espaço no meio que no principio nem se percebe bem com que finalidade. Depois percebe-se que as paredes, e os vários cenários se vão encaixando bem ali naquele conjunto. O cenário é de Catarina Barros.

Um cenário sempre a mudar em que o espectador assiste sem se aborrecer, foi muito bem pensando.

 

A história desenrola-se a partir do despedimento da personagem de Maria João Abreu, é o ponto de partida para abordar variados temas como o desemprego, a questão das oportunidades, a sorte versus escolhas, a capacidade de vencer as adversidades, a educação como meio de ascender socialmente, pobres versus ricos.

 

Isto tudo contado com muita graça e humor.

 

Adorei a peça, achei tudo muito bom.

 

Fica no ar a pergunta de sermos ou não boas pessoas. Achamos sempre que sim, e falo por mim, tenho-me em grade conta. Será que somos mesmo?

 

O mais engraçado é como há certos papeis que encaixam super bem nos actores, já tinha visto duas peças com MJA e não fiquei com grande curiosidade na actriz e nesta fiquei encantado. Gostei também de ver Leonor Seixas. Todos os actores estiveram formidáveis, Irene Cruz | Leonor Seixas | Luís Lucas Lopes | Maria João Abreu | Pedro Laginha | Sílvia Filipe.

 

O preço do bilhete é de 15€

 

Consultem aqui a ficha técnica e o sinopse da peça.

 

 

 

Teatro -Os espectaculos da minha vida e afins

Eu a Cláudia e o Ricardo escolhemos este tema para mais uma vez escrevermos, dia dez às dez horas o #comcanela.

 

A minha paixão pelo teatro nasceu no dia em que fui ao Maria Matos ver o Alibaba e os 40 Ladrões, era pequeno, cheguei a casa e debitei a história toda ao primeiro que aparecesse.

Mais ao menos na mesma altura começou a dar na RTP 1 a Grande Noite estamos em 1992 e eu tinha 8 anos.

 Todas as semanas gravava, via e revia vezes sem conta, e fazia os sketches lá em casa, e quando descia as escadas e ninguém estava a ver, descia-as a cantar a musica do genérico como via no programa.

Depois com o tempo liguei menos ao teatro, gostava na mesma, mas os meus pais não me levavam ao teatro, e só ia em visitas de estudo. Comecei a interessar-me mais por cinema.

Depois morreu Amália Rodrigues e Lá Féria fez o Musical, não o vi ao vivo mas vi algumas vezes em DVD, a partir daí voltou o bichinho e comecei a ir ao Teatro sempre que podia.

A partir do espectáculo A Gaiola das Loucas nunca mais perdi nenhum espectáculo do Lá Feria. Houve uns que repeti até.

Uma noite em casa de Amália vi seis vezes, já sabia algumas partes de cor.

 

Sou muito critico naquilo que vejo, ás vezes sou chato comigo mesmo, quando fui ver Uma Noite em Casa de Amália passei os  primeiros 30 minutos a pensar isto não foi assim, aquilo ali está mal a casa não é assim, a outra faz mal. Só na segunda vez me deliciei de verdade.

 

Vejo tudo, desde peças no Politeama, ao palco do Casino, ao Teatro Aberto  ou Turim ao Teatro Nacional D. Maria II, que normalmente são peças enormes, seja drama, comedia, monólogos, musicais, do mais clássico, ao mais moderno. Não aprecio muito Revista à Portuguesa. E não costumo ir ver teatro amador.

 

Como isto já está longo vou resumir:

Os espectáculos que mais Gostei foram:

 A Gaiola das Loucas

.Judy Garland - O Fim do Arco-Íris Chorei baba e ranho a ver a Vanessa Silva a interpretar Judy Garland, e eu que não gostava da actriz passei a ama-la.

O preço

A noite

A Bela e o Monstro - Era um espectáculo infantil, mas tão bem feito que senti-me totalmente um miúdo, e passei o espectáculo todo babado de lágrimas e ranhoca.

Quem tem medo de Virginia Woolf - Uma peça longa, se bem me lembro, três horas, é de ficar com o rabo quadrado, mas foi ver um filme no teatro, foi tudo muito bom, menos as cadeiras.

MARY POPPINS, a mulher que salvou o mundo - Uma peça curta, genial que ainda hoje penso nela e que fez rir do principio ao fim, ao mesmo tempo ridícula, certa e irreverente.

 

Já vi muitos actores uns melhores outros piores, génios da representação, já vi de todos os tipos.

Não posso deixar de escrever que a minha actriz preferida é Ana Guiomar, acho que a vi sempre no Teatro Aberto e surpreende-me sempre, transforma-se e vive a personagem, será daqui a uns anos a maior do teatro se a souberem valorizar.

 

Não queria dizer a pior que vi, mas vou contar a que gostei menos, porque não me disse nada, não gostei e foi quase tempo perdido, se calhar pela péssima adaptação, ou original também era mau:  Tomorrow Morning – Um Novo Dia.

Custou-me imenso ver o Coriolano, apesar de os actores serem bons e a história um dramalhão, parecia que nunca mais acabava.

Tive em salas enormes, pequenas, com cheiro a mofo, ou a naftalina dos casacos das velhas, com salas cheias ou apenas 6 espectadores, já vi actores e actrizes nuas e a cuspirem gafanhotos cada vez que falavam. Já vi mais de 60 pessoas em palcos e outras com apenas um.

Chateia-me imenso: as pessoas falarem durante o espectáculo (como quando estão e casa), mexerem no telemóvel, baterem palmas antes dos actos acabarem, principalmente quando são musicais, é que não se ouve, se baterem palmas, está bem? 

 

O que cativa e amo é sentir ali, mesmo à frente, tudo o que os actores sentem, e viver com eles as suas histórias, e nesse momentos sermos eles e viver ali com eles os seus dramas, angustias e felicidades.