Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

o Homem Certo

Sonho meu

Sonhei que estávamos numa casa enorme, grande, bonita, bem decorada e super moderna.

Tão grande que ia encontrando pessoas, como quem passeias num centro comercial.

Encontrei o João, abraços, pulos, beijos, mais abraços, e aquela festa de quem não se ve há muito tempo. Que saudades tenho do João.

Que pena tenho que o João tenha partido para outro Lugar, tão cedo.

 

Acordei e lembrei-me, fiquei feliz, era como se o sonho tivesse sido verdade.

Grande festa que fizemos por nos vermos. É como se tivesse vivido aquele momento, apesar de ter sido apenas um sonho.

 

 

 

 

 

 

Não sei quê

Enquanto caminhava para casa tive a sensação de nunca mais chegar, como se tivesse andado Kms, e não eram assim tantos passos, senti que aquela sensação era uma metáfora para a minha vida.

Caminho, caminho e nunca chego a lado nenhum, ou ao lado que quero, a maioria das vezes nem sei bem para onde vou ou onde  quero ir, o importante é andar.

 

Faço contas, faço contabilidade mental, contas para pagar, gastos, desejos, férias. A cabeça não para. Faço orçamentos para este mês, para o próximo e o que há de vir depois. Já tenho as contas feitas até ao Natal, mentalmente claro.

 

Sonho, sonho, sonho, acordado, muito acordado, vou sonhando, A dormir também, misturo tudo nos sonhos e de manhã rio-me de ser tão parvo e criativo ao mesmo tempo no meu sonhar.

 

Escrevo posts na cabeça que mais tarde não me lembro ou não fazem sentido ou não escrevo para não me acharem atrasado ou não tenho coragem para o ser.

 

Mando toda a gente se foder mentalmente quando me chateiam a cabeça, e discuto com elas, e faço filmes. Mando o meu patrão para aqui e para ali, como quem diz vai pó caralho não me chateeis a cabeça, vai lá tu fazer, enquanto sorrio e dou-me ao trabalho de lhe tentar dar a volta e amansar a fera.

 

Cago naquilo que o meu chefe diz só para me chatear ou picar, para descarregar as suas frustrações. Com; já falamos sobre isso, ou outra vez a mesma conversa, ou com silêncio, para não o mandar para aqui e para ali,contudo como ele é muito teimoso, sei à partida que não me vai fazer a vontade.

 

Respiro fundo sempre que uma colega me vem contar a história de merda do filho, da prima, da mãe, da quadrilhice alheia, do que fez para o jantar, e respondo no automático para não ser mau e dizer apenas, não estou interessado.

 

Aperto o pescoço na minha imaginação ao meu colega cada vez que inventa uma historia, que lhe apanho uma mentira, que fala dos seus hoobies chatos, e tenho de gramar com a conversa por não ter tomates para o mandar para onde lhe apetecesse ir.

 

Prometo visitar o meu afilhado amanhã, beber o tal café prometido ao Pedro, almoçar com a Diana e Andreia que não vejo à séculos, mas amanhã não deu e a seguir sei que estou cansado, e assim se passam semanas, meses ou anos.

 

Respiro e respiro, fundo, para ser bom filho, para ter paciência, para dar atenção a todos, para ama-los incondicionalmente, sem isto ou aquilo, sem magoas ou remorsos, vou conseguindo uns dias sim, outros não.

 

Às vezes meto-me em off e levito de onde estou e viajo por aí, vou fazendo o meu trabalho, respondo aos colegas no piloto automático, faço gestos, e não estou ali, estou ou a viajar, a rever um filme, um livro, uma peça, qualquer coisa que me afaste dali, que me ocupe o cérebro, que me desconcentre e que me evada por umas horas, até que alguém se apercebe e me acorda daquele transe.

 

E assim é que não sei quê.

 

O Rapaz de Bronze e sonhos parvos

Há dias li um capitulo do livro O Rapaz de Bronze, de Sophia de Mello Breyner, ao meu sobrinho, ele disse ter gostado, mas tinha sono, só li o primeiro. Entretanto fiquei a pensar que não me lembrava da historia, mas ficou por ali. 

Quando escolhi os livros para ler  nestas mini férias, trouxe-o. E li-o ontem antes de ir dormir, enquanto MR. HT lia um livro para adultos eu lia um para crianças, ele olhou para mim com cara de és atrasado, e continuei a rir, como se tivesse dez anos e a imaginar flores que falam, estatuas que se mexem, árvores que têm vida, borboletas que dão recados, e meninas que ficam em jarras, quando as flores dão festas, se não conhecem a historia leiam que é gira.

O mais triste disto tudo é que comecei a desejar ter um jardim cheio de flores, e pior a imaginar se na realidade as flores ganham vida à noite. Tenho uma imaginação muito fértil.

Antes de adormecer ainda contei o que tinha lido ao MR. HT.

Enquanto dormia comecei a sonhar, estava não sei muito bem onde, mas estava num hotel com os amigos, e íamos a uma missa, casamento ou algo parecido, tanto no hotel como na igreja sempre que passava por uma jarra ou um vaso com flores, elas seguiam-me virando-se à minha passagem e piscavam-me o olho, como não sei piscar os olhos, elas ficavam tristes e iam murchando. Eu estava aflito, tapava um olho com a mão e piscava o outro, e elas não percebiam, dizia adeus para ver se elas percebiam, mas nada, iam murchando, e eu aflito, não queria contar aos meus amigos que via as flores piscarem os olhos e se não piscasse morriam. 

Depois? Depois... como nos sonhos, acabou a cerimónia e estava preocupado com outra coisa, tinha ido à boleia, queria ir embora e ninguém ia para o mesmo lado que eu. E lá acordei devagar e sem pressas, que estou de férias.

Tenho com cada sonho mais parvo!