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o Homem Certo

No Trabalho 3778 - O que funciona com as crianças funciona com adultos

Gosto de orientar trabalho.

Porque se orientar os outros o meu trabalho fica quase perfeito.

Não gosto de ver pessoas paradas, ronha é uma coisa, abusar é outra, ou melhor não saber fingir que se está ocupado é péssimo.

Disse à Tontinha da Cabeça para fazer uma tarefa, a qual, sei que não gosta, mas temos pena.

A Tontinha disse ah não dá porque... muitos problemas, eeeeeeee só problemas. Mandei ir resolver com o chefe.

Foi ter com o chefe, o chefe não lhe ligou nenhuma, insisti que fosse resolver o problema.

Disse-me toda Dra. Olha eu só digo uma vez - a dizer isto e abanar-se toda, estilo regateira - Já disse, ele agora que resolva, vou arrumar aquilo e pronto.

Passei-me, e como se fosse um paizinho já passado da cabeça disse: AI É ASSIM? NÃO QUERES SABER, NÃO É? OLHA EU TAMBÉM NÃO. Faz o que quiseres, se quiseres fazer faz. Se não quiseres não faça. Estou-me nas tintas. Na verdade disse, estou-me a cagar.

E virei-lhe as costas.

 

Mais tarde lá estava ela toda empenhada a fazer o trabalhinho que não gosta.

Agora tenho de lhe pedir desculpa, mas a malta às vezes tira-me do sério.

 

O Bigodes só me faz passar vergonhas

Imaginem que durante um mês andam a negociar uma casa, um namoro que se arrasta, ainda por cima esteve meses vazia.

Quando está tudo acertado com as partes o Bigodes lembra-se.

- Olha temos um problema, olha comprometi-me com uma pessoa para este imóvel. Ao começo fiquei meio a pensar se estava a perceber bem, demorou um bocado a entrar na cabeça.

Para ele é sempre tudo fácil, sugeriu em vez de o cliente ficar com este imóvel  propor para ficar com outra, pelo mesmo valor e maior. Tudo muito certo. Só que eu já tinha mostrado a tal casa maior e os clientes não ficaram interessados.

Apesar de ser maior a casa que os meus clientes queriam tinha certas características que é difícil encontrar numa casa.

A ideia dele era boa, de repente ficamos com meia dúzia de imóveis despachados, contudo as coisas não são assim.

Fiquei de falar com o cliente. Fiquei fulo, verde, vermelho. E só pensava este homem só me faz passar vergonhas. Com que cara é que ia dizer e exlicar um engano que nem era meu? Era como se quando comecei o negocio, já tinha segundas intenções. Fiz várias conversas na cabeça, mas resumidamente era assim: Olhe afinal desculpe lá mas não dá, mas se quiser fica com a outra que é bem maior e pelo mesmo valor. Já estava a ver o drama todo que ia surgir dali.

Quando me dirigia para a minha sala pensei, não vou é dizer nada, se não nem um negocio nem outro. Quem tudo quer tudo perde. Fiz tempo. Mais tarde liguei a informar o Bigodes que não dava, que o cliente ficou chateado e só faltou foi chamar nomes à minha mãe e ficou fulo da vida.

Então o Bigodes lá concordou com o negocio e fui para casa aliviado e acertei mais uns pontos com o cliente. Ainda fiz aquele jogo do tem a ceteza? Veja lá.

Parece que trabalho numa empresa de malucos

A nossa empresa é constituída por funcionários apanhados da cabeça. Há malucos para todos os gostos.

Costumamos dizer que só entra gente doida e quem não é, fica.

Às vezes pareço que trabalho no the office.

Uma das minhas personagens preferidas da minha empresa é o Boca de Trapo, baptizei-o assim porque este rapaz não pode saber nada, conta tudo, seja da vida dele ou dos outros. Fico sempre a saber de coisas tão interessantes como: o que come ao jantar, quantas fo***s deu, os seus desportos favoritos que eu odeio, e que tenho de levar com a conversa ora sim, ora sim, se fulana (que também lá trabalha) faz bem sexo oral, se cicrano B foi violado pelo avô, podia contar um role de coisas, mas não quero maçar ninguém, este rapaz conta tudo o que não tem mal contar e o que não se devia contar.

O Boca de Trapo tem outra particularidade é um mentiroso que não sabe mentir. 

Um dia disse que quando esteve a trabalhar na Holanda juntou 15 000 euros em pouco tempo. já me contou que eram 12 000, e noutra conversa que tinha gasto tudo mal gasto e não trouxe nada.

Outra vez disse que quando regressou a Portugal pagou logo o carro zás, sem espinhas, noutra conversa disse o valor da prestação, que lhe custava imenso pagar

Uma vez o avô tinha o BMW no nome do BT, noutra conversa o avô devia passar o carro para o nome dele.

Uma semana fartou-se de beber, na seguinte há uma semana que não bebe.

Eu ouço mais do que falo, porque com ele não vale a pena e ouço quando não tenho a hipótese de não ouvir.

Tem ainda outra característica é o perigo das mulheres casadas, para se afirmar, será? Para se sentir melhor que os outros mete-se sempre com senhoras comprometidas para ver se conquista, e quando consegue rejubila alegria e felicidade, até se acabar o affair e voltarem para os maridos, aí geme baixinho.

E existem mais mil e uma história deste género

Já me esquecia o Boca de Trapo a dia 15 já deve ter o orçamento curto e vá de cravar cigarros, irrita-me imenso.

E fica apresentado o Boca de Trapo..

Sou mesmo Tónhinho

No trabalho.

Produto novo. Relatório para fazer. Soube disto ontem, porque calhou perguntar, faltavam-me dados, fui pedi-los hoje ao ao meu directo, este produto era para expedir hoje.

Um assunto de 5 minutos, demorou uma hora. E eu a querer despachar o relatório antes de almoço. Entretanto falei-lhe de mais dois produtos que ainda são experiencia, a mim não me fazia diferença nenhuma, aqueles produtos estarem em stand by, só que os colegas já me tinham perguntado centenas de vezes o que fazer, para darem seguimento ao artigo. Deu-me as indicações do que havia de ser feito, provisoriamente, Saiu me esta frase: Ahh eu prefiro esperar, do que fazer isso, ainda por cima provisório, porque depois mudas de ideias e temos de fazer tudo de novo, é melhor esperar. Depois é que vi o que tinha dito, ficou serio, mudo de ideias, perguntou a si mesmo em voz alta, e começou a rir, mudo de ideias, olha agora, e  riu-se. Ainda pensei em dizer já não era a primeira nem há de ser a ultima, só que contive-me.

Saí com os dados que precisava. Depois de almoço agarrei-me ao relatório, o programa que uso volta e meia desconfigurava-me o trabalho todo, quando cheguei a certa altura as contas não me batiam certo, deu-me os dados mal pensei, vá de ligar, uma, duas, três vezes, seguidinhas, que eu não brinco em serviço, ainda liguei mais três, o cabrão nada de atender.

Mandei mensagem a avisar que possivelmente tinha me passado mal os números, que não podia ser, nha nha nha nha, e pumba. Continuei de roda daquilo, para a frente e para trás e nada. E ele nada de me responder. Ainda comentei com dois colegas que não percebiam nada daquilo, mas deu para desabafar.

Às tantas comecei analisar com mais calma e descobri que afinal tinha introduzido mal os números, nunca me podia bater cedo. F***-se, acabei por mandar uma mensagem a dizer apenas: Esquece!

Vergonha, é o que dá ser stressado, mesmo Tónhinho