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o Homem Certo

A Noite das Mil Estrelas

Felipe la Féria brinda-nos com mais um Musical, no Casino Estoril

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Fui assistir ao espectáculo e gostei bastante.

Este musical conta-nos a historia do Casino e as estrelas que passaram por ali.

Tem muita Musica (a serio?), muita dança, muito cor, muitas plumas, muito movimento. Tem umas partes chatas e outras partes maravilhosas. 

É um espectáculo à La Féria.

Achei as coreografias excelentes, o guarda roupa muito bom, e os bailarinos também. Eu até que não ligo muito aos bailarinos, achei que neste palco, são uma peça essencial para a acção.

Achei a Vanessa um pouco apagada, achei que a Alexandra estava igual ao de sempre e fiquei maravilhado com a actuação do Gonçalo Salgueiro. 

É um grande fadista, excelente actor de musicais, mas tenho ideia que não lhe dão o devido valor, adoro toda a sua pose teatral, de destacar o seu acto em que faz de António Variações. 

Nota-se uma evolução e maior destaque de Rui Andrade, irá ser grande, só não voltem a por o moço a cantar em espanhol, se fizerem favor. 

Fazem uma homenagem a muitos cantores e artistas incluindo a Amalia Rodrigues.

Vão ver, é um serão bem passado, e tem ainda uma recriação do inicio do Rei Leão FABULOSA.

 

Achei que o publico estava um bocado dormente, não reagiam muito e no fim estava tudo com pressa para ir embora (?) houve poucas palmas.

Impressionante foi a única vez que o publico deixava um acto acabar e só no fim batiam palmas, normalmente anda sempre tudo excitado e começam a bater palmas antes de do acto acabar, cortando assim a apoteose do fim de uma musica.

 

Nota: é feio andarem sempre a mexer nos telemóveis, e pior é atender e fazerem uma conversa enorme, mandarem beijinhos ao netos, fazendo CHAUK, CHUAK. 

 

Teatro -Os espectaculos da minha vida e afins

Eu a Cláudia e o Ricardo escolhemos este tema para mais uma vez escrevermos, dia dez às dez horas o #comcanela.

 

A minha paixão pelo teatro nasceu no dia em que fui ao Maria Matos ver o Alibaba e os 40 Ladrões, era pequeno, cheguei a casa e debitei a história toda ao primeiro que aparecesse.

Mais ao menos na mesma altura começou a dar na RTP 1 a Grande Noite estamos em 1992 e eu tinha 8 anos.

 Todas as semanas gravava, via e revia vezes sem conta, e fazia os sketches lá em casa, e quando descia as escadas e ninguém estava a ver, descia-as a cantar a musica do genérico como via no programa.

Depois com o tempo liguei menos ao teatro, gostava na mesma, mas os meus pais não me levavam ao teatro, e só ia em visitas de estudo. Comecei a interessar-me mais por cinema.

Depois morreu Amália Rodrigues e Lá Féria fez o Musical, não o vi ao vivo mas vi algumas vezes em DVD, a partir daí voltou o bichinho e comecei a ir ao Teatro sempre que podia.

A partir do espectáculo A Gaiola das Loucas nunca mais perdi nenhum espectáculo do Lá Feria. Houve uns que repeti até.

Uma noite em casa de Amália vi seis vezes, já sabia algumas partes de cor.

 

Sou muito critico naquilo que vejo, ás vezes sou chato comigo mesmo, quando fui ver Uma Noite em Casa de Amália passei os  primeiros 30 minutos a pensar isto não foi assim, aquilo ali está mal a casa não é assim, a outra faz mal. Só na segunda vez me deliciei de verdade.

 

Vejo tudo, desde peças no Politeama, ao palco do Casino, ao Teatro Aberto  ou Turim ao Teatro Nacional D. Maria II, que normalmente são peças enormes, seja drama, comedia, monólogos, musicais, do mais clássico, ao mais moderno. Não aprecio muito Revista à Portuguesa. E não costumo ir ver teatro amador.

 

Como isto já está longo vou resumir:

Os espectáculos que mais Gostei foram:

 A Gaiola das Loucas

.Judy Garland - O Fim do Arco-Íris Chorei baba e ranho a ver a Vanessa Silva a interpretar Judy Garland, e eu que não gostava da actriz passei a ama-la.

O preço

A noite

A Bela e o Monstro - Era um espectáculo infantil, mas tão bem feito que senti-me totalmente um miúdo, e passei o espectáculo todo babado de lágrimas e ranhoca.

Quem tem medo de Virginia Woolf - Uma peça longa, se bem me lembro, três horas, é de ficar com o rabo quadrado, mas foi ver um filme no teatro, foi tudo muito bom, menos as cadeiras.

MARY POPPINS, a mulher que salvou o mundo - Uma peça curta, genial que ainda hoje penso nela e que fez rir do principio ao fim, ao mesmo tempo ridícula, certa e irreverente.

 

Já vi muitos actores uns melhores outros piores, génios da representação, já vi de todos os tipos.

Não posso deixar de escrever que a minha actriz preferida é Ana Guiomar, acho que a vi sempre no Teatro Aberto e surpreende-me sempre, transforma-se e vive a personagem, será daqui a uns anos a maior do teatro se a souberem valorizar.

 

Não queria dizer a pior que vi, mas vou contar a que gostei menos, porque não me disse nada, não gostei e foi quase tempo perdido, se calhar pela péssima adaptação, ou original também era mau:  Tomorrow Morning – Um Novo Dia.

Custou-me imenso ver o Coriolano, apesar de os actores serem bons e a história um dramalhão, parecia que nunca mais acabava.

Tive em salas enormes, pequenas, com cheiro a mofo, ou a naftalina dos casacos das velhas, com salas cheias ou apenas 6 espectadores, já vi actores e actrizes nuas e a cuspirem gafanhotos cada vez que falavam. Já vi mais de 60 pessoas em palcos e outras com apenas um.

Chateia-me imenso: as pessoas falarem durante o espectáculo (como quando estão e casa), mexerem no telemóvel, baterem palmas antes dos actos acabarem, principalmente quando são musicais, é que não se ouve, se baterem palmas, está bem? 

 

O que cativa e amo é sentir ali, mesmo à frente, tudo o que os actores sentem, e viver com eles as suas histórias, e nesse momentos sermos eles e viver ali com eles os seus dramas, angustias e felicidades.