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o Homem Certo

Dia dos amigos

Há aquela frase do tenho poucos amigos, mas bons.

 

Sou um felizardo e tenho muitos amigos.

 

Divido-os em três grupos. Melhores amigos são poucos. São 3 a Claudia, o Humberto e o José. 

Depois divido amigos nível 1 e nível 2.

No nível um estão aqueles que nos são muito próximos, que nos vemos com regularidade, que tomam conta de nós e se preocupam e estão lá quando precisamos. São quase da família e foram ou são quase como melhores amigos.

 

No nível dois estão aqueles amigos que amamos mas ainda não conheço tão bem como os primeiros, e que é tudo idêntico ao nível um, faltando ali qualquer coisa.

 

 

Jantarada

No Sábado foi dia de jantar com amigos o HT foi pela primeira vez.

Doze pessoas sentadas à mesa a conviver. Foi divertido e o menino gostou.

Éramos 12, mas devíamos ser 14, porém só podemos ser 13 porque um já partiu.

Reunimos para celebrar a vida e a amizade.

No começo dissemos umas palavras de amizade, esperança e como é importante celebrar a vida e aproveita-la. E lembrar também o amigo que faleceu recentemente. Uma oração talvez, imagino a cara do HT, quando nos levantamos para fazermos uma pequena oração antes de jantar, ele como não é nada beato, devia ter pensado "onde me vim meter", engraçado que não costumamos começar o jantar assim apesar de sermos todos católicos praticantes.

Estes jantares são diferentes, o pessoal é mais velho. Fala-se de tudo um pouco, contam-se histórias, discute-se opiniões, rimos muito, discutimos também, discute-se religião e afins. É a amizade que nos junta à mesa. Conhecemos-nos quase ao acaso e vamos mantendo contacto para continuarmos amigos.

Tentamos tomar conta uns dos outros. Partilhar histórias e segredos. E assim nos vamos mantendo unidos. Seremos quase uma família daqui para frente.

 

Bebi um bocado, já saí todo torto, estes jantares prologam-se muito cheguei a casa quase às três da manhã e fomos só jantar.

Dormi como um bebe até à uma e soube-me tão bem.

A família não se escolhe e os amigos também não

No outro dia ao falar com a Cláudia sobre família e amigos veio à conversa a velha frase a família não se escolhe mas os amigos sim, enquanto tomava banho lembrei-me que os amigos também não se escolhem, só se contarmos com os do Facebook.

Sendo assim o meu primeiro amigo o Humberto ficou sendo porque moravamos perto. Depois conheci o Miguel porque era amigo do Humberto, fiquei amigo também da irmã do Miguel. Mais tarde conheci o José que namorava com a Maria, irmã do Miguel e ficamos amigos. Estes são os meus melhores amigos o núcleo duro.

A minha melhor amiga é a Susana porque éramos vizinhos e ficamos para o resto da vida. Depois a Susana casou e fiquei amigo do marido também.

Mais tarde conheci a Denise que era amiga de amigos e ficamos também amigos, por arrasto fiquei amigo do irmão.

Fiz amigos na escola que se perderam, na faculdade também não guardei nenhum a não ser a Andreia e Diana, mas já não as vejo há imenso tempo... deixaram de ser.

A Mafalda também andou comigo na escola emigrou e pronto, mas fomos muito amigos e se calhar ainda o somos.

Isto são exemplos de amizades que nasceram do acaso, e duma relação, de às vezes quase, como um namoro, que penso eu, não as escolhi, mas aconteceram.

Escolhi não me dar com A B ou C por variados motivos. Mas a amizade que fiquei dos que guardei não escolhi, calhou e por mais que me pense não me consigo lembrar de nenhuma que eu tenha dito quer ser amigo deste gajo ou desta gaja.

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