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o Homem Certo

Gente parva que não pensa nos outros

Tive um convite para jantar no Domingo.

No Domingo? Inventei uma desculpa que não podia ir.

Devia ter ido porque um amigo chegava da América e era um jantar surpresa. Porém eu sei bem como acabam aqueles jantares. Por isso não fui. E não tive pena. Porque ia acordar de manhã mal disposto e cheio de sono. E com secura na boca.

 

Hoje quando fui ao telemóvel vi duas chamadas (FaceTime) às duas da manhã. Dormia tão bem que nem dei pela chamada, e tinha o telemóvel com som. 

Isto chama-se má educação.

É claro que se tivesse dado pela chamada não ia atender na mesma por adivinhar que dali só vinha conversa de gente bêbeda. 

E eu não tenho paciência para gente bêbeda quando estou são e mais ainda a dormir.

 

Não sei se foi por ser segunda-feira

Antes de dormir vi na prateleira uma estrela de Ferrero Rocher, e adormeci.

Acordei de madrugada e o primeiro pensamento foi comer chocolates. A sorte é que naquela caixinha em forma de estrela só existiam três bolinhas de chocolate. Deitei-me, adormeci, acordei com desejo de mais chocolate, fui até à sala comi uns pais natal pequeninos. Adormeci.

Daí a pouco acordei cheio de fome e fui comer. Eram três horas da manhã. E adormeci até de manhã.

Não tive uma noite descansada.

Observo logo existo

Quando estudava na Ajuda e andava em transportes públicos, tinha como passatempo observar as pessoas com que me cruzava.

Tentava adivinhar-lhes as profissões e os hobbies. Inventava-lhe histórias e filhos e passatempos.

Havia aquelas pessoas que apanhavam sempre o 23 à mesma hora. Eram um género de vizinhos dos transportes públicos. Já sabia quem saia na paragem das Amoreiras ou quem entrava.

Os pedintes do Metro com as suas ladainhas ou os artistas de ruas.

Não tenho saudades de andar de transportes públicos, mas tenho saudades daquele tempo e daquelas pessoas que não conhecia.

 

Agora que mudei de casa e começo a conhecer os vizinhos do bairro, de vista, faço o mesmo, observo os seus hábitos adivinho-lhes os trabalhos, os dramas. Faço-lhes historias, que aparecem na minha cabeça como filmes.