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o Homem Certo

Os vizinhos de cima

Vivo nesta casa há meses.

Os vizinhos de cima não são barulhentos. Nunca dei por eles a não ser quando a minha casa está em silencio e ouço lá longe as molas dos colchões ou algo do género. Não os conheço, nem nunca lhes vi a cara.

Sei que quase todas as noites fazem sexo ou amor, uma ou outra, deve ser todos os dias, eu é que nem sempre os ouço, pouco falha. Não tem hora certa. Ás vezes demoram-se bastante.

Se não é sexo, então dormem muito mal e dão muitas voltas na cama.

Já estão na minha lista de heróis, se os conhecer um dia dou-lhes os parabéns.

O que me preocupa é que tenho ouvido uns bebes, devem ser dois, e até agora não tinha dado por eles. Estou a rezar que sejam umas visitas, ou então o puto está doente ou assim... Podia ter nascido entretanto, mas eles continuam nas suas actividades físicas... portanto...

Trabalho é fod***

Quando as coisas não me correm bem no trabalho, ou quando tenho muito imensooooooooooo trabalho, tenho a sensação que de carrego uma pedra às costas. Fico sem vontade de fazer nada.

Consigo contrariar e continuar a sorrir a cafezar. Brincar. Não tratar mal o próximo. Ter paciência para o cão, para os sobrinhos e pais...

Só que tenha imensa vontade de mandar cabeçadas na parede. Não o faço porque ainda as sujava de azul e apetece-me gritar com toda a gente também.

Beijos e abraços

Pessoas (Des)interessantes

Já tinha mais de dezoito. Tinha um encontro marcado. Arranjei-me o melhor que pude. Vesti a roupa que mais gostava e me ficava melhor.

E fui à aventura, sou tímido nos primeiros dez minutos, sei dar conversa, sou mau a começar uma conversa. E se a pessoa responder com sim e não, então fica muito difícil.

Quando nos encontramos simpatizamos um com outro, era giro, e falava bem.

À primeira vista enchia-me as medidas.

A conversa fluía bem até que de repente passou a ser um monologo. O rapaz falava tão rápido, que cortava o pio, e sempre que dizia algo ele aproveitava e zás, o melhor da sua equipa, o melhor filho, o melhor aluno, o melhor vizinho, o melhor a defender os desfavorecidos, o melhor o melhor em tudo. Era tão bom que comecei a cantar baixinho aquela musica: Quis saber quem sou/ o que faço aqui/ quem me abandonou de quem me esqueci... Cheguei à fase de desespero em que já olhava para a porta e pensava desato aqui a correr e nunca mais me apanho, porém ele também devia ser melhor a correr.

Acho que o deixei de o ouvir, até que acabamos as bebidas e eu já não sabia o que fazer para não ser rude nem mal educado. Sei que saímos e ainda levei com mais meia hora de conversa até ao carro.

Levei-o a casa, e fui convidado a subir, recusei o mais gentil possível, armei-me em menino, ah já é tarde, amanhã tenho de me levantar cedo. Enfim, até me custou. Mas aposto que o rapazinho não ia calar a boca nem mesmo na hora H.

E lá fui eu à minha vidinha

Coisas do fim-de-semana.

Bebi vinho branco muito bom. No dia a seguir doía-me a cabeça.

Vi a Serie Tyrant até ao sétimo episodio.

Fui ao cinema. Fartei-me de enfardar pipocas e gomas.

Passeei pela Avenida e quase que cometia a loucura de ir a pé até ao terreiro do paço com este calor.

Bebi um batido tão bom, mas tão bom, que me estou a babar só de pensar.

Lanchei no Mc.

Li umas paginas do livro 9 da guerra dos tronos.

Resumindo foi um fim-de-semana muito saudável.

 

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