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o Homem Certo

Uma das frases do meu chefe

Quando se fala em Lésbicas o meu chefe diz sempre esta pérola.

Acho as mulheres que gostam de mulheres com excelente bom gosto, como eu... se eu gosto de mulheres e acho que tenho bom gosto, então... as lésbicas têm muito bom gosto... E dá uma gargalhada (ri-se sempre das piadas próprias) e olha para mim para ver se concordo ou se comento.

 

Eu nada digo e tento ficar impávido e sereno, e penso oh babe deixa lá isso que eu para ti tenho mau gosto.

A moda é amar. Love is Vogue

Este é um Fado gay.

 

Lorenzo and Pedro dizem que é o fado contra a homofobia. Fiquei a conhecer a musica graças a eles.

Eu acho que é o fado de amor (gay).

 

Não é o primeiro, mas é o que se percebe à primeira.

Fica o vídeo que o L and P fizeram.

 

Podem adicionar no spotify assim não ouvem a introdução do vídeo.

Acho a letra bonita e adoro a interpretação de Yola Diniz.

 

Fica o video

 

Ou no spotify

 

 

Ainda sobre a adoção gay

Sendo gay posso adotar uma criança com o meu namorado, quando casarmos?

Não!

Mas se esconder e adotar sozinho?

Sim. Posso.

Se eu enganar uma rapariga tivermos um filho, serei pai. Era capaz de fazer isso para ser pai?

Não!

 

O facto de ser gay não faz de mim um possivel, pior pai; até porque o meu pai (hetero) é um bom pai (chato para caraças) e mesmo assim saí gay.

Ter pai e mãe é, sem duvida o ideal, mas nem sempre é o melhor. Até porque há muitos pais negligentes. E não é a questão sexual que faz a diferença entre bom e mau.

 

Ser gay não faz de mim um ser especial, mas também não me torna um monstro, apenas deu um certo desgosto e amargo de boca a minha mãe. Tenho pena, contudo não vou viver a vida que os outros idealizaram para mim.

 

Há um argumento que as crianças vão ser gozadas nas escolas por terem dois pais ou duas mães. Muitas vezes somos gozados em crianças por variadíssimas coisas ou por nenhumas, depende dos amiguinhos atrasados que tivermos.

Em criança chamavam-me mariquinhas e hoje não sou traumatizado com isso.

 

Tenho ideia que cada caso será um caso e haverá muitos casais bons para crianças e outros menos bons ou maus, como em tudo na vida.

 

A adopção gay não é uma ameaça à família tradicional, mas sim outra forma de família. Acho que não há razões para ter medos.

 

E rezo para que Cavaco não tenha nenhum neto gay. Porque há sempre um gay em cada em família.

 

E era só isto

 

 

Ás vezes o amor...

Somos felizes.

De vez em quando desentendemos-nos, é verdade, mas depois fazemos as pazes e o mar acalma.

Eu não ligo muito às suas birras, fazem parte do nosso namoro. Eu às vezes tento fazer birras, porém ele não liga e desfaz a minha birra numa birra própria.

Tirando estas brigas de rapazes pequenos, estamos, muitas vezes em sintonia.

Adoro os passeios de Domingo, em que não dispensamos nunca a companhia do outro, a não ser por força muito maior.

Quando começamos a namorar eu odiava sair ao Domingo, era o meu dia de ficar em casa, agora não suporto a ideia de ficar em casa ao Domingo.

Variamos nas idas, e nas tarde, nos lanches e cafés, apesar de repetirmos os mesmos locais muitas vezes.

Aprendi com ele a ler nas esplanadas e nos jardins, um ao lado do outro, com pequenas interrupções e comentários.

Andamos imenso a pé nos nossos passeios.

Incentivo sempre o HT a visitar o que gosto e me dá prazer mesmo que nem sempre o faça com êxito.

Dou-lhe muitas vezes secas enormes em palácios, museus e afins, que ele adora e de vez em quando faz aquele ar blasé, de quem comeu e não gostou.

Somos assim uns dias perfeitos cheios de sol e outros de frio e nevoeiro, com ou sem chuva.

 

Este domingo foi particularmente feliz.

Casais Gays. Quem faz de mulher e de homem?

A mãe contou-me que o Manuel Luís Goucha foi com o namorado a um programa cozinhar. E isso foi tema de conversa no café com as amigas, o tema central era quem no casal era o homem e quem fazia de mulher.

Eu ensino e falo da minha experiencia: na minha relação não há um que faz de homem e outro de mulher. Há um que é homem e outro que é homem também. Somos apenas um casal de dois homens que se amam. Já não é a primeira vez que ouço esta conversa. Tanto fazem aos gays como a lésbicas.

Foi no inicio, não sejas demasiado guloso

Fomos passar o fim-de-semana a Leiria. 

Ficamos na pousada. Um quarto bonito, antigo e romântico, com uma varanda à inglesa que passei a amar.

Sentia-me num livro.

Levava para ler um livro de História de Portugal que o HT me ofereceu no Natal, um calhamaço que pesava dez quilos.

Guardo lá dentro uma folha que apanhamos e guardei no livro, não sei bem porque, mas continua lá.

Tem quase tanto tempo como o nós.

Visitamos o que a cidade nos oferecia. 

E à noite apanhamos uma festa num bar , cheia de malta da nossa idade. Quando descobri que um Vodka Redbull era baratíssimo, feito guloso, bebi uns quantos, para não dizer muito. Estávamos animados, dançamos imenso, rimos demasiado, e foi bem bom. Estava em altas.

Assim que saí do bar, tínhamos planos de ir a discoteca mais próxima, dei três passos e comecei a sentir o efeito do álcool no meu corpo, de repente, sem avisar, comecei a perder o equilíbrio, e a sentir o vento forte que não soprava, que me abanava de um lado para o outro.

E eu lutava para ficar firme e hirto como uma barra de ferro, só que ia todo torto.

Esta é a parte pouco romântica.

 

Mudamos de planos e fomos directos para a pousada. Quando entrei na pousada ainda me senti pior. Fui directo à casa de banho. Obvio que tive ali uns minutos a vomitar como gente grande, até o HT me ir buscar e levar-me para a cama. Assim que me deitei lá fui a correr aos tombos até à casa de banho.

Nada há que contar daquela noite, obvio. Assim dei oportunidade ao menino de acabar o seu livro.

 

Fui demasiado guloso naquela noite e não consegui saborear tudo o que a noite oferecia.

Porém quando penso nisto rio-me.

Tenho um historial de vomitar em hotéis, não sei explicar o porquê.