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o Homem Certo

O primeiro dia de praia da Diana

A Diana é um cão, e como tal adora areia, correr, e tudo que um cão normal gosta, excepto meter-se de barriga para cima, tem pânico.

Por estarmos em Outubro pensei que a praia tinha menos gente e dava para ela estar à vontade, porém a praia, apesar de ser daquelas mais escondidas, tinha à vontade umas cinquenta pessoas, vá do cão encher a minha toalha de areia, trincar o livro, correr, fugir para cima das pessoas, tive que lhe por a trela para se portar bem.

No regresso subi cento e cinquenta escadas com dez quilos nos braços mais um de terra. Belo exercício.

A Diana não gostou muito de água salgada.

Armado em cocó

Estamos em Outubro e tenho uma piscina só para mim.

O sol está quente. Estou deitado a receber este calor, para ver se apanho um bronzezinho, que o das férias grandes já se foi.

E é isto. 

Sempre que estou em férias penso como Me adaptava bem a esta vida

O trabalho e as férias dos outros

Com as férias.

Eu estou a substituir um colega, que foi substituir outro que está de férias. Ora como eu não estou no meu lugar uma colega está a fazer o meu trabalho.

Resumindo a Amélia foi substituir-me, porque fui substituir o Ruben, que foi substituir o António porque o António foi de férias. Era sempre mais fácil a Amélia substituir o Ruben, mas não. Assim é muito mais divertido.

Eu adoroooooooo o trabalho do Ruben por isso ando feliz e contente (estou a ser irónico odeio). Para mais como sou mariquinhas ando sempre a ver se a amelia não atrasa o meu trabalho, para alem disto ela há cenas que não sabe fazer e eu... tenho de fazer o meu e o dela, ou seja o do Ruben e o meu

Facebook e a capacidade de mostrarmos aos outros que somos felizes

Um colega fez a pergunta da praxe:

Como foram as férias? Respondi: muito boas.

A resposta deixou o meu colega com dúvidas ao ponto de questionar. Foram boas? De certeza? Não postaste nada no facebook... Não foram assim tão boas!

Confesso que me ri.

Nada contra, mas disse-lhe eu só partilho o que me apetece e só meto fotos em que tenha ficado bem, sou selectivo estás a perceber?

 

E ficamos por ali

Já cheira a férias

Ainda falta um mês e mais alguns dias. Mas já sinto o calor do sol, a pele a queimar. O sabor da água salgada. A moleza dos dias passados na praia. Os morritos, os granizados à beira da piscina. Enfardar comer que nem um bruto, comer uma bela refeição ao pequeno almoço. E o bar aberto. Que passe depressa. Ainda não escolhi o sítio, este ano estou muito atrasado.

De onde vos escrevo

Estou a passar férias numa aldeia alentejana.

Aqui não se passa nada, e é o bom de aqui estar.

Não há pressas, não há filas, quando as há, por exemplo, na padaria, está tudo à conversa a comentar uma boa nova da aldeia. Aqui todos se conhecem. Venho aqui há muitos anos, mas nunca com os meus pais, então não sabem quem sou ou de onde venho. Isso faz alguma confusão, não olham de lado, mas noto uma curiosidade imensa, não há coragem para o interrogatório, às vezes ouço os comentários em voz baixa.

São muito simpáticos e prestáveis. Um dia precisava de ajuda para me montarem uma antena em casa, a primeira pessoa a quem perguntei se conhecia quem montasse antenas, claro que conhecia, o Zei faz tudo, era primo e tal e tal, estava na vacaria, vinha já. Da última vez que cá estive uma senhora que sabia que não tinha internet em casa convidou-me a utilizar a net em sua casa. Pessoas amorosas.

O meu namorado MR. HT é mais simpático e dado que eu as velhas adoram no e contam-lhe a vidinha toda sem ele perguntar nada, mostram fotos dos netos e tudo.

Quando aqui estou nesta casa, que era pelo menos do pai da minha bisavó, imagino me aqui a viver no meio do nada.

Nesta casa morou a geração da minha avó, morou toda uma família, aqui nasceram as minhas tias avós e cerca de 6 primos direitos do meu pai, incluindo-o. Umas casa pequena cheia de historia, em que hoje nada combina com nada.

Tenho inveja da calma e da serenidade destas pessoas sem pressa para nada, aqui até a senhora do posto de saúde tem tempo para vir à janela cumprimentar as pessoas e desejar as melhoras.

Gostava de viver aqui se o meu trabalho permitisse, tenho a certeza que me fartava em três meses ou talvez não.

As casas são todas brancas, algumas com barras azuis, amarelas ou verdes, de todos os lados se vê campo ao longe, consegue-se ouvir os pássaros de dia, consegue-se ouvir o silêncio e juro que muitas vezes me faz confusão esse silêncio.