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o Homem Certo

O aumento depois de pedir aumento

Pedi na quinta, segunda perguntei se havia a hipótese ou não.  A gerência reunia segunda-feira à tarde.

Hoje chamou-me e lá me deu o aumento, não era o que pretendia, porém já era  bom, já mostravam alguma boa vontade.

Enquanto falava com ele só pensava no quanto é que se ia transformar em ordenado liquido.

Assim que saí da sala,  fui logo a correr fazer contas.

Feitas as contas ui, vou receber líquidos dez euros. Subi de escalão de IRS e pronto lá se vai o aumento.

Mandei logo um e-mail com as continhas feitas, não serviu de nada mas desabafei.

Apetecia-me ter dito ah foda-se!

 

O ditado diz grão a grão enche a galinha o papo... Será?

Em Janeiro falamos de novo.

 

Assim como quem não quer a coisa disse: Ah só queríamos pensar em aumentos em Janeiro, mas como gostamos muito do Homem Certo, cá está o aumento, Não queria nada passar por pobre e mal agradecido, mas pronto.

Tive o reconhecimento que pretendia... só que não esse reconhecimento não me paga as contas.

 

 

Há sempre quem esteja pior do que nós

Depois de ler um comentário da Marta Elle, em que me animava dizendo que devíamos ver sempre o lado positivo da situação, o que é verdade, e que Há sempre quem esteja pior, o que também é verdade... E isso devia ser suficiente para não nos queixarmos, mas as vezes é bom gritar e chatearmos-nos e zangarmos-nos, para depois arrumar as ideias e agir cheios de força.

Mas o que me anima e o que me faz muitas vezes sonhar e ter forças para ultrapassar  as adversidades é olhar para os que estão melhor, os que venceram ou os que lutam. E assim me dá esperança para ter sucesso e ultrapassar todas as barreiras.

 

Apesar disto lembro-me sempre duns versos de Venicius de Moraes

 

Pra que chorar
Se o sol já vai raiar
Se o dia vai amanhecer

Pra que sofrer
Se a lua vai nascer
É só o sol se por

Pra que chorar se existe amor
A questão é só de dar
A questão é só de dor

Quem não chorou
Quem não se lastimou
Não pode nunca mais dizer

Pra que chorar pra que sofrer
Se é sempre um novo amor
Cada novo amanhecer...

 

Um grande beijinho para a Marta

Não sei quê

Enquanto caminhava para casa tive a sensação de nunca mais chegar, como se tivesse andado Kms, e não eram assim tantos passos, senti que aquela sensação era uma metáfora para a minha vida.

Caminho, caminho e nunca chego a lado nenhum, ou ao lado que quero, a maioria das vezes nem sei bem para onde vou ou onde  quero ir, o importante é andar.

 

Faço contas, faço contabilidade mental, contas para pagar, gastos, desejos, férias. A cabeça não para. Faço orçamentos para este mês, para o próximo e o que há de vir depois. Já tenho as contas feitas até ao Natal, mentalmente claro.

 

Sonho, sonho, sonho, acordado, muito acordado, vou sonhando, A dormir também, misturo tudo nos sonhos e de manhã rio-me de ser tão parvo e criativo ao mesmo tempo no meu sonhar.

 

Escrevo posts na cabeça que mais tarde não me lembro ou não fazem sentido ou não escrevo para não me acharem atrasado ou não tenho coragem para o ser.

 

Mando toda a gente se foder mentalmente quando me chateiam a cabeça, e discuto com elas, e faço filmes. Mando o meu patrão para aqui e para ali, como quem diz vai pó caralho não me chateeis a cabeça, vai lá tu fazer, enquanto sorrio e dou-me ao trabalho de lhe tentar dar a volta e amansar a fera.

 

Cago naquilo que o meu chefe diz só para me chatear ou picar, para descarregar as suas frustrações. Com; já falamos sobre isso, ou outra vez a mesma conversa, ou com silêncio, para não o mandar para aqui e para ali,contudo como ele é muito teimoso, sei à partida que não me vai fazer a vontade.

 

Respiro fundo sempre que uma colega me vem contar a história de merda do filho, da prima, da mãe, da quadrilhice alheia, do que fez para o jantar, e respondo no automático para não ser mau e dizer apenas, não estou interessado.

 

Aperto o pescoço na minha imaginação ao meu colega cada vez que inventa uma historia, que lhe apanho uma mentira, que fala dos seus hoobies chatos, e tenho de gramar com a conversa por não ter tomates para o mandar para onde lhe apetecesse ir.

 

Prometo visitar o meu afilhado amanhã, beber o tal café prometido ao Pedro, almoçar com a Diana e Andreia que não vejo à séculos, mas amanhã não deu e a seguir sei que estou cansado, e assim se passam semanas, meses ou anos.

 

Respiro e respiro, fundo, para ser bom filho, para ter paciência, para dar atenção a todos, para ama-los incondicionalmente, sem isto ou aquilo, sem magoas ou remorsos, vou conseguindo uns dias sim, outros não.

 

Às vezes meto-me em off e levito de onde estou e viajo por aí, vou fazendo o meu trabalho, respondo aos colegas no piloto automático, faço gestos, e não estou ali, estou ou a viajar, a rever um filme, um livro, uma peça, qualquer coisa que me afaste dali, que me ocupe o cérebro, que me desconcentre e que me evada por umas horas, até que alguém se apercebe e me acorda daquele transe.

 

E assim é que não sei quê.

 

Coisas da vida, que é como quem diz, não sei que titulo dar

Tenho respondido a anúncios de emprego e ainda não fui a nenhuma entrevista.

Desde domingo que ando para começar a ler o 9ª livro da guerra dos tronos e ainda não comecei.

Vi o Ted 2 e achei fraquinho.

Vi o primeiro episodio da season 2 do The Strein, e gastei tempo.

Ando cansado. Hoje cheguei a casa eram 20.00 horas, isto é que é trabalhar.

Amanhã tenho a confirmação se consigo fazer mais um negocio, se conseguir, bato o meu record e o mês ainda não acabou. Cheio de confiança.

Hoje acordei a pensar que era quarta.

Andei no mega carro do Bigodes, fartei-me de andar a fazer boa figura. Fartei-me de aturar o Bigodes.

Se calhar quinta vou ao teatro, nada como uma ida ao teatro para lavar a alma e viver outra vida por uns tempos.

E basicamente é isto.

Ah não tenho tido muito tempo para lazer. Vá o Domingo não conta.

Estou naqueles dias em que me apetecia beber uma garrafa de espumante doce sozinho, mas não há.