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o Homem Certo

A maquina de escrever

Era miúdo e a minha irmã recebeu uma maquina de escrever.

Aposto que se falar nisto ao meu sobrinho que tem hoje dez vai pensar que a mãe tem 80 anos ou não vai fazer ideia do que seja.

Sei que ela ganhou no natal. Eu devia ter ganho um Playmobile ou parecido.

A maquina transformava-se numa mala. Adorava pegar nela e imaginar que era uma pasta, que era um homem importante de negocios.

Quando a minha irmã me via com a maquina de escrever quase que tinha ataques epiletricos. E eu não percebia porque é que ela era tão egotista, eu até deixava ela mexer nos meus brinquedos.

Sempre que conseguia metia uma folha branca e vá de escrever t tá tá tá .... Srrrrrrrrrrrrr ......... plim adorava não sei se o plim se o srrrrrrrrrrrrrrrrrrr ou mesmo o bater nas teclas que se transforma em letras em papel.

Podiamos escrever ou a preto ou encarnado. Apagar é que era chato. Utilizava-se corrector, porém ficava uma cagada.

Não sei se imaginava que escrevia livros ou trabalhava num escritório ou se simplesmente era adulto porque mexia na maquina de escrever.

 

Aqui há tempos queria comprar uma maquina, não sei muito bem para que, mas queria.

 

Fartei me de brincar com ela, não sei se a minha irmã a guardou ou foi para o lixo, cá para mim morreu num aterro, sozinha, sem teclas, sem fita sem nada. e eu aqui com um teclado novo, que faz quase o mesmo barulho da maquina... faltando srrrrrrrrrrrrrrrrrrrr e o plim no fim... e ahhhhhhhhh não se mete folhas. Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

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