Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

o Homem Certo

A vergonha de falar em dinheiro

Acho feio dizer quanto gastamos num objecto, num jantar, numas férias, seja o que for, sem necessidade ou só para dizer que somos ricos.

 

No que troca a trabalho não perdoo. Seja o que for, seja um euro ou mais zeros.

Há pessoas que se acanham e os patrões agradecem, tenho a sensação que a malta tem vergonha de falar em dinheiro, não vá a pessoa que lhes paga o ordenado, ficar a saber que elas precisam do dinheiro. (Estou a ser irónico). Trabalhamos para receber. Eu vendo o meu trabalho no fim ele paga esse serviço.

 

O Bigodes combinou um valor com a minha colega, que não cumpriu, deu-lhe metade do combinado. E ela com vergonha ou não sei, nada disse.

Fez me a conversa, e eu prontifiquei-me a falar com ele. Na altura que ia falar com ele ou esquecia-me, ou faltava-me coragem para por o assunto, porque na realidade nada tinha a ver com o assunto.

Hoje aconteceu a mesma coisa. Depois de um negocio fechado a minha colega mostrou-me o cheque e queixou-se. Eu pensei porquê é que não lhe disse que não era o valor certo. Enfim... Prometi que falava com ele. Apanhei-o no corredor e disse: ... A Dona Fulana ficou zangada consigo,é que você prometeu isto e deu-lhe outro valor. Ele foi apanhado de surpresa, pensou três segundos, mexeu o bigode, e disse-se inocente, ahhhhhh devia-se ter enganado, ia logo resolver o assunto, que chatice, que maçada. Pois, pois, eu conheço-o bem.

 

A minha colega ficou toda contente e agradeceu-me.

E fiz a minha boa acção do dia.

 

E é isto com dinheiro não se brinca.

Mãe e filha, só que NÃO!

Estávamos à conversa, em negocio.

Uma senhora cinquentona com uma menina de vinte e outro cliente.

A menina ficou sempre calada e à parte, enquanto a senhora mais velha falava para o senhora a seu lado, eu meti conversa com a miúda.

 - Então és colega? - disse eu

 - Não! - Adoro pessoas faladoras que respondem sim e não.

 - Ahhhhhh estás a aprender, estagiaria?

 - Não. - comunicativa, pensei, irra, mais uma e desisto de por conversa.

 - Ah veio com a sua mãe...

 - Não é minha mãe.  - Baixou os olhos, corou e sorriu.

Eu ri-me. Só depois de cinco segundos é que percebi que eram namoradas, que tonto, nem reparei, claro. E pronto achei-me o gay menos atento da zona.

Enfim ninguém adivinha, calei-me continuei nos negócios.

 

No Trabalho

Ligou-me a colega para a minha estação, o Bigodes queria falar comigo.

Pensei, humm que será? Não temos nenhum assunto pendente.

Uma colega ainda disse prepara-te que vais ouvir.

Pensei, hum , não tem nada para ralhar, confiante.

Cheguei à sua sala.

E ouvi um raspanete porque dei o numero pessoal dele, e não posso, em momento algum dar o numero e ele paga-me para não ter contacto com as pessoas e quando não conseguir resolver sozinho converso com ele e resolvemos, nunca o cliente fala directo com ele.

Ainda disse: Mas eu não dei.

Mas o Homem disse que tinha falado contigo e que tu tinhas dado. - Disse o Bigodes já bruto - Apanhou-me, cabrão, ainda era para explicar que tinha dado há mais dum ano, resumindo eu já estava farto do Homem e dei-lhe o numero directo e ficou resolvido.

E pronto. Acabei com: Tem razão Sr.. Bigodes, sim Bigodes, certíssimo, sim, com certeza.

E é tudo, era só isto.

E lá fui eu a minha a vida. Ainda pensei vou por um anuncio na net com o teu numero. Mas passou-me, o Bigodes tinha razão.

No trabalho

O meu chefe foi de férias. Fiquei no comando. Não sou o substituto oficial, mas organizo o trabalho, oriento os colegas, resolvo os problemas e faço a provisão para as semanas seguinte.

Confirmei que é super difícil mandar nas pessoas, sem mandar dois berros, para ver se se mexem, consegui controlar-me e puxar pela equipa. 

Faltou sempre gente, muito trabalho coisas sempre atrasadas, alguma pressão, alguns enganos.

Espero ter me saído bem.

Sei que ele vai ralhar com algo de certeza, é a vida, e de certeza que vai haver um monte de queixinhas, mas isso não me rala.