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o Homem Certo

Domingo bom ou bom domingo?

Fui à missa, como tenho preguiça em andar, tentei estacionar o carro mais perto possível. Consegui um lugar bom, quando saí tinha um carro à frente, deixando-me quase sem espaço para sair do luar. Não sei como fiz, ou melhor, fiz mal e raspei o carro do lado direito quase todo. Daqueles riscos profundos que marcam e não dá para disfarçar e ainda parti a protecção do farol. A parede tinha dois ferros espetados para fora.

 

Saí do lugar a pensar que tinha apenas o pára-choque um pouco raspado, nem fui ver. Só depois de almoço é que constatei que estava péssimo. Melhor assim que o almoço caiu-me melhor.

 

A juntar a isto o meu telemóvel não carregava a bateria, passei o dia sem puder utiliza-lo, e só eu sei a impressão que me dá ou a falta que me faz. Valha-me o telemóvel da empresa ao menos para fazer chamadas e mandar SMS que esse não dá para nada.

 

Estive quase para comprar um telemóvel novo, por impulso, só pensava que o telemóvel tinha morrido, felizmente ressuscitou.

 

Agora não sei se partecipo ao seguro ou não.

Medo

Não tenho medo de nada.

Não tenho medo de ter medo.

Tenho medo de me esquecer.

Não tenho medo do passado, nem do futuro, só o presente assusta.

 

Tenho medo da noite, tenho medo do escuro, e que seja sempre escuro e que o sol não nasça.

Tenho medo que se vão embora e que eu fique aqui à toa, a ver hora passar.

Medo de saber que vou morrer.

Tantos medos eu tenho que posso dizer:

Não tenho medo de nada

Não vou ter tempo

Não vou  ter tempo de ler todos os livros que queria, ver todos os filmes que desejo. Não vou ter tempo.

Não vou ter tempo de viver três vidas. De conhecer todos os países, de pisar todas as praças.

Não irei a todos os museus que gostaria, nem ter todos os carros que deseje.

Não terei tempo de fazer tudo o que quero.

Não terei... A não ser que o euromilhões me salve.

 

Aproveitarei todas as oportunidades que a vida me der e todo o tempo do mundo a que tiver direito.

Foi no inicio, não sejas demasiado guloso

Fomos passar o fim-de-semana a Leiria. 

Ficamos na pousada. Um quarto bonito, antigo e romântico, com uma varanda à inglesa que passei a amar.

Sentia-me num livro.

Levava para ler um livro de História de Portugal que o HT me ofereceu no Natal, um calhamaço que pesava dez quilos.

Guardo lá dentro uma folha que apanhamos e guardei no livro, não sei bem porque, mas continua lá.

Tem quase tanto tempo como o nós.

Visitamos o que a cidade nos oferecia. 

E à noite apanhamos uma festa num bar , cheia de malta da nossa idade. Quando descobri que um Vodka Redbull era baratíssimo, feito guloso, bebi uns quantos, para não dizer muito. Estávamos animados, dançamos imenso, rimos demasiado, e foi bem bom. Estava em altas.

Assim que saí do bar, tínhamos planos de ir a discoteca mais próxima, dei três passos e comecei a sentir o efeito do álcool no meu corpo, de repente, sem avisar, comecei a perder o equilíbrio, e a sentir o vento forte que não soprava, que me abanava de um lado para o outro.

E eu lutava para ficar firme e hirto como uma barra de ferro, só que ia todo torto.

Esta é a parte pouco romântica.

 

Mudamos de planos e fomos directos para a pousada. Quando entrei na pousada ainda me senti pior. Fui directo à casa de banho. Obvio que tive ali uns minutos a vomitar como gente grande, até o HT me ir buscar e levar-me para a cama. Assim que me deitei lá fui a correr aos tombos até à casa de banho.

Nada há que contar daquela noite, obvio. Assim dei oportunidade ao menino de acabar o seu livro.

 

Fui demasiado guloso naquela noite e não consegui saborear tudo o que a noite oferecia.

Porém quando penso nisto rio-me.

Tenho um historial de vomitar em hotéis, não sei explicar o porquê.

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